A queda de Nicolás Maduro, preso em janeiro durante uma operação dos EUA, abriu caminho para novas sanções de Washington e acelerou o colapso do turismo venezuelano, que já apresentava forte tendência de queda desde 2025
O turismo internacional em Cuba apresentou uma pequena recuperação em julho, após três meses de resultados desastrosos, mas os números continuam revelando uma crise profunda. Apenas 32.272 turistas chegaram à ilha naquele mês, contra 28.100 em junho. Na comparação anual, porém, a queda chega a 71%, enquanto em relação a julho de 2018, recorde histórico do setor, o recuo é de 92%.
A crise se agravou após a queda de Nicolás Maduro, preso em janeiro durante uma operação dos Estados Unidos, e a consequente ampliação das sanções de Washington. A retração, contudo, já vinha sendo observada desde 2025.
Apesar do colapso, o regime cubano destinou 62% dos investimentos previstos em seu portfólio de oportunidades de 2025 ao turismo, enquanto apenas 7% foram direcionados à produção de alimentos. Segundo levantamento da CubaChequea, os projetos turísticos somavam cerca de US$ 10,669 bilhões, evidenciando a prioridade dada ao setor.
O cenário atual, entretanto, é radicalmente diferente. A escassez de querosene provocou a saída de companhias aéreas, enquanto redes hoteleiras também abandonaram operações na ilha.
Entre os mercados emissores, os cubano-americanos apresentam a menor retração, embora tenham registrado queda de 37%. Os visitantes dos Estados Unidos também caíram mais de 50%.
A situação da Delta Airlines é outro sinal da crise. A companhia cancelou a rota direta entre Havana e Atlanta, reduziu pela metade as operações a partir de Miami e solicitou autorização para manter reduzida sua frequência de voos para Havana durante a temporada de inverno, entre outubro de 2026 e março de 2027.
O Canadá continua como principal mercado, com 127.645 visitantes, mas registra queda de 70%. A Rússia apresenta retração semelhante: 21.374 turistas viajaram para Cuba neste ano, a maioria antes da suspensão dos voos.
Entre os europeus, a Espanha também registrou forte queda, próxima de 65%. A Air Europa permanece entre as poucas companhias mantendo ligações com a ilha.
Até mesmo o mercado chinês, considerado relativamente resiliente, perdeu 36,2%, com apenas 9.209 visitantes no ano.


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