Iniciada em fins de outubro, a temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027 deve movimentar R$ 4,76 bilhões e superar 72 mil empregos. A temporada de cruzeiros terá inicio em Ilhabela no dia 19 de novembro, com a chegada do navio Musica, da MSC Cruzeiros
A temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027 deverá movimentar mais de R$ 4,76 bilhões na economia e superar os 72 mil postos de trabalho gerados no ciclo passado. As projeções do Ministério do Turismo e da CLIA (Cruise Lines International Association) consideram a expansão da frota e o aumento de 24% na oferta de leitos.
Iniciada oficialmente no final de outubro, a temporada terá em Ilhabela o início de sua programação de escalas em 19 de novembro, com a chegada do MSC Musica, da MSC Cruzeiros. Até 2 de abril de 2027, serão 61 escalas no município. Na temporada anterior, os 217 mil passageiros que passaram pela ilha movimentaram R$ 80 milhões em estabelecimentos comerciais e serviços turísticos.
Entre os navios com mais escalas previstas em Ilhabela estão o MSC Splendida, com 14 paradas, e o MSC Musica, com 13. O Costa Serena deverá realizar dez escalas; o Costa Diadema, nove; e o MSC Divina, duas.
Otimismo
Também haverá navios internacionais. O Seven Seas Mariner, da Regent Seven Seas Cruises, tem chegada prevista para 25 de janeiro. Em fevereiro, estão programados o Silver Nova, da Silversea Cruises, no dia 10, e o Azamara Journey, da Azamara Cruises, no dia 11. Em 23 de março, Ilhabela deverá receber o Scenic Eclipse, da Scenic, e o L’Austral, da Ponant.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirma que a atividade beneficia diferentes setores. “Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas”, declarou.
Números
Dados da CLIA Brasil, sobre cabotagem e navios de longo curso, apontam Santos (SP) na liderança, com 640 mil leitos previstos e potencial de movimentar mais de R$ 616 milhões. O Rio de Janeiro (RJ) aparece em seguida, com 316 mil leitos e impacto estimado em R$ 304 milhões.
No Nordeste, Salvador (BA) deverá receber 182 mil leitos, com impacto de R$ 175,2 milhões. Maceió (AL) tem previsão de 137 mil leitos e R$ 131,9 milhões. No Sul, Balneário Camboriú (SC) soma 198.071 leitos ofertados e impacto de R$ 190,6 milhões. Itajaí (SC) registra 165.474 leitos, com estimativa de R$ 159,3 milhões, enquanto Paranaguá (PR) contabiliza 36.356 leitos e potencial de R$ 35 milhões.
O presidente executivo da CLIA Brasil, Marco Ferraz, afirma que a oferta 24% maior representa uma retomada importante, favorecida também por circunstâncias do mercado internacional. Para ele, o crescimento consistente depende de avanços em infraestrutura, competitividade e segurança jurídica, em parceria público-privada. Ferraz também destaca o papel dos agentes de viagens na experiência dos cruzeiristas.
A temporada nacional terminará em 9 de abril de 2027 e contará com oito navios dedicados à costa brasileira, um a mais que no ciclo anterior. A capacidade superará 800 mil leitos. Os portos de embarque e desembarque incluem Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.
Além dessas operações, 28 navios de longo curso, de 22 companhias, deverão realizar 200 escalas em 32 portos e pontos de parada do país.
Texto: redação Leitura de Bordo a partir de material de assessorias e agências


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