Viajar sozinha: 44% das mulheres temem golpes, riscos e assédio

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Viajar sozinha ainda representa um desafio para muitas mulheres, especialmente diante dos riscos de golpes e situações de insegurança e de assédio. Uma pesquisa internacional revela que 44% temem ser vítimas de golpes durante os deslocamentos, evidenciando como a segurança influencia o planejamento das viagens

A segurança tornou-se um fator decisivo no planejamento das viagens femininas. Pesquisa internacional aponta que 44% das mulheres temem sofrer golpes durante os deslocamentos e 34% demonstram preocupação com a própria integridade física. No Brasil, os receios também levam muitas viajantes a desistir de viajar sozinhas.

O levantamento realizado pela Mozio, plataforma global de reservas de transporte terrestre, ouviu mais de mil viajantes internacionais e identificou que a sensação de vulnerabilidade interfere diretamente nas decisões sobre destinos, horários de voos e meios de transporte. A chegada a cidades desconhecidas, especialmente durante a noite, está entre os momentos que exigem maior atenção.

Medo e insegurança alteram escolhas das viajantes

A preocupação com a segurança chega a influenciar a escolha dos horários das viagens. De acordo com a pesquisa da Mozio, 37% das mulheres entrevistadas já preferiram voar durante o dia para evitar desembarques noturnos. Entre os homens, esse comportamento foi mencionado por 25%.

No Brasil, os indicadores também revelam uma realidade preocupante. Um estudo do Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, que ouviu 2.712 mulheres, constatou que 62% já desistiram de viajar sozinhas por motivos relacionados à segurança. Outras 61% afirmaram ter vivenciado situações que provocaram sensação de vulnerabilidade durante uma viagem.

Os resultados demonstram que o receio de enfrentar situações de risco pode comprometer a liberdade de escolha das mulheres, interferindo desde a definição do destino até a organização dos deslocamentos. A Riskline, especializada em avaliação de riscos para viajantes, também aponta o Brasil entre os países que exigem atenção adicional de mulheres que viajam desacompanhadas.

Chegada ao destino exige cuidados especiais

O percurso entre o aeroporto e o hotel representa uma das etapas mais delicadas da viagem. Após longos voos, principalmente quando o desembarque acontece à noite, encontrar transporte confiável em uma cidade desconhecida pode aumentar a preocupação.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o Aeroporto Internacional do Galeão fica na Ilha do Governador, distante de áreas turísticas como Copacabana e Ipanema. Conhecer antecipadamente as opções de deslocamento, os pontos de embarque e os preços estimados ajuda a evitar contratempos.

Entre as recomendações estão pesquisar empresas antes da viagem, conferir as condições da reserva, verificar a identificação do motorista e do veículo e utilizar serviços regulamentados ou canais oficiais de contratação.

Ferramentas digitais ajudam no planejamento

As plataformas de mobilidade permitem comparar preços, consultar características dos serviços, identificar locais de encontro e contratar transporte antecipadamente. Para quem viaja sozinha, esses recursos reduzem a necessidade de tomar decisões de última hora.

Nicole Kerr, CEO da Mozio, afirma que as viajantes procuram ferramentas que ofereçam informações confiáveis para organizar os deslocamentos durante toda a jornada, e não apenas o trajeto entre aeroporto e hotel.

A executiva destaca ainda que a empresa avalia os fornecedores cadastrados, considerando documentação, licenças, seguros e padrões operacionais. Prestadores que deixam de cumprir os requisitos de qualidade e ética podem ser retirados da plataforma.

Turismo feminino impulsiona novos serviços

A expansão das viagens independentes entre mulheres amplia a demanda por soluções de mobilidade transparentes, acessíveis e confiáveis. Com mais de 3 mil fornecedores em 180 países, a Mozio oferece alternativas de transporte privativo e compartilhado, além de parcerias com companhias aéreas, hotéis, agências e operadoras de cruzeiros.

Embora o planejamento não elimine todos os riscos, pesquisar prestadores, antecipar reservas e manter informações de transporte acessíveis são medidas que ajudam a reduzir imprevistos. A segurança, cada vez mais, faz parte da experiência turística e da própria decisão de viajar.

  • Texto: redação Leitura de Bordo a partir de material de assessorias e agências

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